Para que serve o EEG na saúde ocupacional
O eletroencefalograma capta, por meio de eletrodos no couro cabeludo, os sinais elétricos produzidos pelos neurônios. No contexto do trabalho, a principal preocupação é identificar alterações que possam estar associadas a crises epilépticas ou a outras condições que levem à perda súbita de consciência. Em funções em que um segundo de desatenção pode causar queda, choque ou colisão, essa informação é valiosa para a decisão do médico.
É importante lembrar que o EEG é um exame complementar. Ele não é decisivo sozinho: o médico do trabalho sempre o interpreta junto com a história clínica e o exame físico.
Funções em que o EEG costuma ser solicitado
- Trabalho em altura, como montagem de estruturas, telhados e manutenção em postes.
- Eletricistas e profissionais que atuam em instalações energizadas.
- Operadores de máquinas com partes móveis, prensas e guindastes.
- Motoristas e operadores de veículos industriais.
- Trabalho em espaço confinado.
- Vigilantes e funções com porte de arma, quando previsto.
A definição final está no PCMSO da empresa. Para quem atua em altura, o exame costuma andar junto com a capacitação de trabalho em altura (NR-35).
Como o exame acontece
- Chegada. O trabalhador chega com o cabelo limpo e seco, sem produtos, e informa os medicamentos em uso.
- Colocação dos eletrodos. Pequenos eletrodos são fixados no couro cabeludo com pasta condutora, em posições padronizadas.
- Registro em repouso. Com o trabalhador deitado ou reclinado, de olhos fechados e relaxado, a atividade cerebral é registrada.
- Provas de ativação. Podem ser pedidas respiração profunda e estímulo luminoso, que ajudam a revelar alterações.
- Laudo. O traçado é analisado e o laudo segue para o médico do trabalho.
Quem já teve crise convulsiva, desmaio sem causa definida ou faz uso de medicamentos para o sistema nervoso deve informar no agendamento e na consulta. Essas informações mudam a forma de interpretar o exame.
EEG e ECG: qual a diferença
| Eletroencefalograma (EEG) | Eletrocardiograma (ECG) | |
|---|---|---|
| Órgão avaliado | Cérebro | Coração |
| Onde ficam os eletrodos | Couro cabeludo | Tórax e membros |
| Principal uso ocupacional | Risco de crises e perda de consciência | Alterações de ritmo e condução cardíaca |
Muitas funções críticas têm os dois exames no PCMSO. Veja também o eletrocardiograma ocupacional.
O que a empresa recebe
A empresa recebe o ASO com a conclusão do médico, que considera o laudo do EEG. O laudo em si fica no prontuário do trabalhador, protegido pelo sigilo médico. Quando o exame mostra alteração, o trabalhador é orientado a buscar avaliação com especialista, e a empresa recebe as orientações necessárias para a gestão da função, sem exposição de detalhes clínicos.
Cuidados no dia do exame
Além do cabelo limpo e seco, o trabalhador deve evitar tranças, apliques ou penteados que dificultem a colocação dos eletrodos. Não interrompa medicamentos por conta própria: qualquer ajuste só pode ser feito com orientação do médico que os prescreveu. Bebidas com cafeína e energéticos podem interferir no traçado; as orientações completas são passadas no agendamento. Ao fim do exame, a pasta condutora é retirada com facilidade, e o trabalhador pode voltar às atividades normalmente.
Por que fazer o EEG com a MT13
Concentrar os exames de funções críticas em um só lugar facilita a vida do RH: o trabalhador faz o EEG, os demais complementares e a avaliação clínica de forma coordenada, e o ASO sai coerente com o PCMSO. Agende pelo WhatsApp. Atendemos empresas de Goiânia e região. Para exames neurológicos fora do contexto do trabalho, veja o eletroencefalograma para pacientes.