O que é o PGR, sem complicação
O Programa de Gerenciamento de Riscos é a forma como a NR-1 exige que as empresas organizem a prevenção. Ele materializa o GRO, o gerenciamento de riscos ocupacionais, em dois documentos principais: o inventário de riscos, que descreve perigos, exposições e a avaliação de cada risco, e o plano de ação, que diz o que será feito, por quem e como o resultado será acompanhado.
Desde 2022 o PGR ocupa o lugar do antigo PPRA. A diferença prática é grande: o PPRA tratava basicamente de agentes físicos, químicos e biológicos, enquanto o PGR olha para tudo o que pode causar lesão ou adoecimento, incluindo máquinas, quedas, eletricidade, ergonomia e, conforme a NR-1, os fatores de risco psicossociais.
Por que ele importa para o resto da empresa
O PGR é a fonte de informação dos outros programas. O PCMSO define os exames a partir dos riscos do inventário. O LTCAT, os laudos de insalubridade e periculosidade e o evento S-2240 do eSocial também dependem de uma descrição correta das exposições. Um PGR genérico, feito sem visita, costuma gerar erros em cadeia.
Quem precisa e quando revisar
- Toda organização com empregados regidos pela CLT, como regra geral da NR-1.
- Empresas que vão abrir uma nova unidade, mudar de endereço ou alterar o processo produtivo.
- Empresas que tiveram acidente ou doença relacionada ao trabalho e precisam rever as medidas.
- Prestadores de serviço que precisam apresentar o programa ao contratante.
Microempresas e empresas de pequeno porte de grau de risco 1 e 2 podem ficar dispensadas do PGR se declararem, nas condições da NR-1, que não há exposição a agentes físicos, químicos ou biológicos. A dispensa tem requisitos e não alcança os exames ocupacionais. Vale confirmar o enquadramento antes de abrir mão do programa.
Etapas do nosso trabalho
- Coleta de informações. Lista de funções, setores, máquinas, produtos químicos e histórico de acidentes e afastamentos.
- Visita técnica. Percorremos os ambientes, observamos as tarefas reais e conversamos com quem executa o trabalho.
- Avaliação dos riscos. Cada perigo é classificado considerando severidade e probabilidade. Quando necessário, indicamos avaliações quantitativas de agentes ambientais.
- Plano de ação. Medidas priorizadas, com responsáveis e forma de acompanhamento, seguindo a hierarquia de controle: eliminar, substituir, controlar na fonte e, por último, proteger o trabalhador.
- Entrega e acompanhamento. Apresentamos o resultado à gestão e combinamos como o plano será monitorado.
O que você recebe
| Documento | Para que serve |
|---|---|
| Inventário de riscos | Registro dos perigos, das exposições e da classificação de cada risco por função |
| Plano de ação | Cronograma de medidas de prevenção com responsáveis |
| Informações para o eSocial | Base para o evento S-2240, quando a empresa contrata o envio |
Erros comuns que encontramos
Ao revisar programas feitos anteriormente, alguns problemas aparecem com frequência. Vale conferir se o PGR da sua empresa escapa deles:
- Documento copiado de outra empresa, com setores e máquinas que não existem.
- Inventário que lista riscos, mas não diz como foram avaliados nem qual o nível de cada um.
- Plano de ação sem responsáveis, sem prioridade e sem acompanhamento.
- Funções da folha de pagamento que não aparecem no inventário.
- Programa que nunca foi atualizado, mesmo depois de mudanças de processo ou acidentes.
Esses pontos fragilizam a empresa em fiscalizações e ações trabalhistas, porque mostram que o documento não reflete a realidade.
A diferença de fazer com a MT13
O PGR da MT13 é feito com visita e com linguagem que o gestor entende. Como a mesma equipe cuida do PCMSO e dos exames, o que está no inventário se reflete corretamente nos ASOs, sem divergências. Atendemos empresas de Goiânia e da região metropolitana, de comércios no Setor Campinas a indústrias em Aparecida de Goiânia. Para aprofundar, leia como elaborar o PGR da NR-1 ou veja a página PCMSO e PGR.