Por que analisar a água
A água pode parecer perfeita a olho nu e, ainda assim, conter bactérias, excesso de alguns minerais ou resíduos de substâncias químicas. Muitas dessas alterações não mudam cor, cheiro ou sabor. A única forma de saber se a água atende aos padrões de qualidade para o uso pretendido é por meio de análise em laboratório.
Para empresas, a análise também é uma questão de responsabilidade: restaurantes, indústrias de alimentos, escolas, clínicas, condomínios e hotéis lidam com a saúde de muitas pessoas ao mesmo tempo.
Água da rede e água de poço: situações diferentes
A água distribuída pela rede pública passa por tratamento e controle da concessionária até chegar ao imóvel. A partir daí, a responsabilidade pela qualidade dentro do prédio, incluindo reservatórios e tubulações, passa a ser do usuário. Já a água de poço, artesiano ou semiartesiano, não passa pelo tratamento da rede, e o controle fica integralmente com quem a utiliza.
| Origem | Principais pontos de atenção | Quando a análise costuma ser indicada |
|---|---|---|
| Rede pública com reservatório | Limpeza da caixa d'água, tubulações antigas, contaminação no armazenamento | Após limpeza de reservatórios, reclamações de usuários, exigências do setor |
| Poço artesiano ou semiartesiano | Contaminação do lençol, proximidade de fossas, características naturais do solo | Antes de iniciar o uso, de forma periódica e após qualquer alteração no poço |
| Água usada em processos | Contato com alimentos, cosméticos ou equipamentos | Conforme exigências sanitárias e de qualidade da atividade |
Quando fazer a análise
Algumas situações pedem análise com mais urgência ou regularidade:
- Antes de começar a usar um poço novo ou reativado.
- Depois de enchentes, obras próximas ou manutenção no poço ou na rede interna.
- Quando aparecem mudanças de cor, turbidez, cheiro ou gosto.
- Após a limpeza de caixas d'água e reservatórios, para verificar o resultado.
- Quando há casos frequentes de mal-estar gastrointestinal entre usuários.
- Para atender exigências de vigilância sanitária, licenciamento ou programas de qualidade.
- Em rotinas periódicas definidas pela empresa ou pelas normas aplicáveis à atividade.
O que costuma ser avaliado
O conjunto de parâmetros depende da origem da água, do uso e das exigências aplicáveis. De forma geral, as análises se dividem em três grupos:
- Microbiológicos: indicam a presença de bactérias que podem sinalizar contaminação, como coliformes.
- Físico-químicos: avaliam características como turbidez, cor, pH, dureza e presença de alguns minerais e compostos.
- Substâncias específicas: quando há suspeita ou exigência, podem ser incluídos metais, nitratos e outros contaminantes.
Os resultados são comparados com os padrões de potabilidade definidos pela norma vigente. Por isso, é importante informar no orçamento para que a água será usada, já que isso influencia quais parâmetros entram na análise.
A coleta faz toda a diferença
Uma amostra mal coletada pode gerar um resultado que não representa a água de verdade. Frasco inadequado, contato da mão com a boca do recipiente, demora no transporte ou temperatura errada podem comprometer a análise.
- Definição do ponto de coleta. Escolha da torneira, do poço ou do reservatório que representa o que se quer avaliar.
- Preparação. Uso de frascos próprios para cada tipo de análise, com os cuidados de higiene necessários.
- Coleta e identificação. Registro do local, da data e das condições observadas.
- Transporte e análise. Envio ao laboratório responsável nas condições adequadas para preservar a amostra.
- Laudo. Emissão do resultado com os parâmetros analisados e a comparação com os padrões aplicáveis.
O laboratório responsável, a forma de coleta e os prazos são definidos no orçamento. O laudo representa a água no momento da coleta e não substitui a manutenção dos poços, reservatórios e sistemas de tratamento.
O que fazer se o resultado vier alterado
Um resultado fora do padrão não é motivo para pânico, mas exige ação. Os passos mais comuns são suspender o consumo da água afetada, investigar a causa, corrigir o problema, por exemplo com limpeza, desinfecção ou ajuste no sistema de tratamento, e repetir a análise para confirmar a correção. Em atividades sujeitas à fiscalização sanitária ou ambiental, pode ser necessário comunicar o órgão competente, conforme as regras aplicáveis.
Quem é responsável em cada tipo de imóvel
A responsabilidade pela qualidade da água muda conforme o tipo de ocupação, e isso costuma gerar dúvidas:
- Condomínios: o síndico responde pelos reservatórios e pela rede comum. Análises após limpezas e em rotinas periódicas ajudam a demonstrar o cuidado com os moradores.
- Restaurantes e cozinhas industriais: a água entra em contato direto com alimentos, por isso costuma ser alvo de atenção da vigilância sanitária e dos programas de boas práticas.
- Indústrias: além do consumo humano, a água pode ser usada em processos que exigem padrões próprios, definidos pela atividade.
- Propriedades rurais e chácaras: dependem com frequência de poços, sem tratamento da rede, e precisam de mais atenção com fossas e atividades próximas.
Mitos comuns sobre a água
- "Água de poço profundo é sempre pura." A profundidade ajuda, mas não elimina riscos ligados à construção do poço, à vedação e às características naturais do solo.
- "Se ninguém passou mal, está tudo bem." Algumas alterações não causam sintomas imediatos e só aparecem na análise.
- "Filtro resolve qualquer problema." Cada tipo de filtro tem uma finalidade. Sem saber o que existe na água, não dá para escolher o tratamento adequado.
Como a MT13 pode ajudar
A MT13 organiza análises laboratoriais ambientais para empresas e imóveis de Goiânia e região, incluindo análise de água potável e análise de água de poço artesiano e semiartesiano. Também apoiamos o monitoramento ambiental de empresas que precisam de análises periódicas.
Para receber um orçamento com os parâmetros adequados ao seu caso, fale pelo WhatsApp (62) 3661-0052 ou pela página de contato.