Quando os eventos começam a dar problema
Muitas empresas descobrem os erros do eSocial SST por acaso: um trabalhador pede o PPP e os dados não batem com o laudo, um auditor fiscal compara o PCMSO com os eventos enviados, ou a troca de fornecedor revela meses de informações incompletas. Nesse momento, a primeira reação costuma ser enviar tudo de novo. Esse caminho pode piorar a situação, porque cria duplicidades e eventos que se contradizem.
A retificação certa começa por um diagnóstico do que foi transmitido e do que deveria ter sido.
Problemas mais encontrados
| Evento | Inconsistência comum |
|---|---|
| S-2210 | Classificação errada do tipo de acidente, da lesão ou do agente causador |
| S-2220 | Exames lançados com códigos incorretos, datas trocadas ou ASOs que nunca foram enviados |
| S-2240 | Agentes nocivos informados sem base em laudo ou omitidos, EPI marcado como eficaz sem comprovação |
| Todos | Eventos duplicados, enviados para o vínculo errado ou com responsáveis técnicos desatualizados |
Retificar, excluir ou enviar um novo evento
O eSocial oferece caminhos diferentes para cada situação. Alguns erros se resolvem com a retificação do próprio evento; outros exigem a exclusão e o reenvio; e há casos em que o correto é informar uma nova condição a partir de determinada data, sem apagar o histórico anterior. A escolha segue o leiaute e o Manual de Orientação do eSocial vigente.
A correção deve partir dos documentos técnicos. Ajustar um evento sem revisar o laudo ou o PCMSO apenas troca um erro por outro.
Etapas do trabalho
- Levantamento. Consultamos os eventos de SST transmitidos e os recibos, com procuração eletrônica da empresa.
- Confronto com os documentos. Comparamos os eventos com o PCMSO, os ASOs, o LTCAT, o PGR e os registros de acidentes.
- Relatório de inconsistências. Listamos cada problema, o impacto e a forma de correção recomendada.
- Aprovação. A empresa valida o plano antes de qualquer alteração.
- Correção. Retificamos, excluímos ou reenviamos os eventos e arquivamos os novos recibos.
O que a empresa recebe
- Diagnóstico por evento e por trabalhador.
- Plano de correção aprovado antes da execução.
- Eventos corrigidos e recibos organizados.
- Indicação de documentos técnicos que precisam de atualização.
Quando vale fazer uma revisão preventiva
Não é preciso esperar uma fiscalização para revisar os eventos. Alguns momentos são especialmente indicados: a troca de clínica ou de fornecedor de SST, uma revisão grande do PGR ou do LTCAT, fusões e incorporações, a chegada de um novo responsável pelo RH e pedidos de PPP que revelaram divergências. Nesses casos, uma revisão por amostragem já mostra se os problemas são pontuais ou se há um erro de origem que se repete em vários trabalhadores.
Também é útil revisar depois de grandes contratações em lote, quando muitos eventos são enviados em pouco tempo e o risco de dados trocados aumenta. Quanto mais cedo a inconsistência é encontrada, menor o volume de correções e mais simples é reconstruir o histórico com base nos documentos da época.
Evitando que o problema volte
Depois da correção, o ideal é que exames, laudos e envios passem a sair de um mesmo fluxo. A MT13 pode assumir o envio contínuo do S-2220 e do S-2240, ou a gestão completa pelo BPO SST. Empresas de Goiânia e da região metropolitana contam com uma equipe que conhece tanto a parte médica quanto a técnica dos eventos.
Para iniciar a análise, envie pelo WhatsApp uma descrição do problema encontrado e o período que precisa ser revisado. A equipe indica os documentos necessários e o passo a passo da procuração eletrônica.